CÂNCER DE ENDOMÉTRIO - novos paradigmas.

Na próxima reunião da Clínica Ginecológica da Universidade de São Paulo, quarta-feira,dia 8 de setembro o Prof. Dr. Jesus de Paula Carvalho, professor associado da Clínica e Chefe do Setor de Oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo "Otávio Frias" - ICESP vai discorrer sobre os novos conceitos e dados epidemiológicos do Câncer de Endométrio.

Comenta o Prof. Dr. J.P. Carvalho:

"O carcinoma do endométrio será, muito em breve, o câncer ginecológico mais freqüente, como acontece nos países mais desenvolvidos. No Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o câncer do endométrio já é mais freqüente do que o câncer do colo do útero.

Isto se deve aos programas de controle de câncer do colo; às mudanças nos padrões reprodutivos das mulheres e, sobretudo, ao crescente aumento da obesidade na população brasileira.

O tratamento cirúrgico do câncer do endométrio está em meio a grandes controvérsias nos últimos meses. Diferentes estudos têm questionado o papel da linfadenectomia pélvica e para-aórtica e mesmo da radioterapia adjuvante.

Existem dois grupos de carcinomas do endométrio. Um de baixo risco, em que a cirurgia costuma ser tratamento suficiente. E o outro de alto risco, cujo tratamento compreende cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Conhecer as diferenças e oferecer o melhor tratamento para cada tipo de tumor é tarefa dos ginecologistas."

A reunião acontece as 8h no Anfiteatro "Berillo Langer" do Instituto Central do Hospital das Clínicas, sob a coordenação do Prof. Dr. Edmund Chada Baracat e com a presença de todo o staff da Clínica, médicos residentes, colaboradores, alunos graduandos e ginecologistas ouvintes. Têm transmissão simultânea e iterativa (telemedicina) para o anfiteatro do Hospital Universitário do campus principal da Universidade de São Paulo, no Butantã (Cidade Universitária).

Para o leigo - endométrio é a camada interna que reveste a cavidade uterina. Essa camada descama, em caráter cíclico, durante a menstruação da mulher. Sua finalidade precípua é servir de local para a implantação do óvulo fertilizado, que vai evoluir para embrião, feto e bebe, durante a gravidez. Nos ciclos em que não ocorre gestação, essa camada prolifera em metade do ciclo da mulher e depois descama, originando a menstrução.


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