Influência da infecção genital pelo Papilomavirus humano no ciclo de resposta sexual feminino


31/03/2009 Franciele Norma Minotto ME Tema Influência da infecção genital pelo Papilomavirus humano no ciclo de resposta sexual feminino INTRODUÇÃO: O Papilomavirus humano (HPV) causa a grande maioria dos casos de câncer de colo uterino. Estudos epidemiológicos têm associado parâmetros relacionados à atividade sexual como principais fatores de risco para infecção pelo HPV e câncer de colo uterino. Assim, o diagnóstico de câncer ginecológico e lesões pré-malignas podem ter profundo impacto na sexualidade afetando vários núcleos da identidade feminina. Neste trabalho avaliamos a influência do diagnóstico de infecção genital pelo HPV no comportamento, desejo e excitação sexual além do orgasmo e satisfação sexual. MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, transversal, realizado entre março 2005 e novembro de 2006. A população de estudo foi composta por 78 mulheres, entre 18 e 60 anos, portadoras de NIC 1, 2 , 3 e condiloma acuminado, matriculadas no Setor de PTGI do Ambulatório da Clínica Ginecológica do Departamento de Ginecologia HCFMUSP. RESULTADOS: A média etária foi 32,9 anos (DP 9,5), a escolaridade média em anos foi de 8,9 (DP 3,7). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG (p=0,009) no quesito escolaridade. Apresentavam vida sexual ativa 82,7% da amostra, a freqüência sexual mensal média foi de 7,1 (DP 4,3); 66,7% (28) das pacientes do grupo LIEBG referiu não ter notado redução no desejo assim como 59,4% (19) das pacientes agrupadas no grupo LIEAG. No entanto, 33,3% (14) do grupo LIEBG e 40,6% do grupo LIEAG revelaram ter notado redução no desejo sexual após o diagnóstico da infecção HPV (p=0,661); 64,0% (48) das pacientes pesquisadas referiam não ter notado redução na quantidade de orgasmos, enquanto 36,0% (27) referiram redução na quantidade de orgasmos (p=0,948). Em relação ao comportamento sexual, 10,4% (8) responderam que após o diagnóstico não mais praticavam sexo anal; assim como 11,7% (9) responderam agora não mais recebem sexo oral; quanto ao uso de condom, 20,3% responderam que após o diagnóstico passaram a fazer uso. Em relação à satisfação sexual, 67,9% (53) das pesquisadas estão satisfeitas sexualmente após o diagnóstico e 32,1% (25) revelam não estarem satisfeitas sexualmente. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG. CONCLUSÕES: Houve influência negativa do diagnóstico da infecção genital pelo HPV em relação à prática de sexo anal e sexo oral; o uso de condom apresentou pequeno incremento. Houve redução no desejo sexual, excitação sexual e sensação de orgasmo, mais acentuada, porém não estatisticamente significativo, entre as portadoras de LIEAG. As participantes portadoras de condiloma acuminado apresentavamse mais satisfeitas sexualmente, as portadoras de NIC 1 foram as menos satisfeitas sexualmente.

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