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Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro fala sobre endometriose no CNN Sinais Vitais

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro (à esquerda) durante o CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista. Imagem: reprodução/CNN Brasil.
Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro (à esquerda) durante o CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista. Imagem: reprodução/CNN Brasil.

O Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro, professor da Disciplina de Ginecologia do HC-FMUSP, participou do programa CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista, apresentado pelo cardiologista Dr. Roberto Kalil e exibido em 18 de julho de 2026. A edição foi dedicada à endometriose e reuniu orientações sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida.


Durante a entrevista, o especialista explicou que a endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, é encontrado fora desse órgão. A condição pode afetar de forma importante a rotina, a vida sexual e os planos reprodutivos das pacientes.

“Quando ela é incapacitante, o ginecologista e a paciente têm que pensar que não é normal ter uma cólica tão forte assim.”

Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro

Cólicas incapacitantes não devem ser normalizadas

Um dos principais alertas apresentados pelo Prof. Sérgio foi a necessidade de investigar cólicas intensas e recorrentes que impeçam a mulher de estudar, trabalhar ou realizar atividades cotidianas. A normalização da dor, especialmente desde o fim da adolescência, pode contribuir para que o diagnóstico seja adiado por anos.


Além das cólicas, a doença pode causar dor pélvica fora do período menstrual, desconforto durante as relações sexuais e sintomas intestinais ou urinários. Esses sinais precisam ser avaliados em conjunto, considerando a história clínica e o impacto que provocam na vida da paciente.


Diagnóstico começa pela escuta da paciente

O professor destacou que a investigação começa no consultório, com uma conversa detalhada sobre a dor e com o exame ginecológico. Dependendo do caso, a ultrassonografia especializada e a ressonância magnética ajudam a localizar as lesões e avaliar a extensão da doença.


O atraso no diagnóstico prolonga a dor e pode afetar a vida profissional, emocional e sexual. A doença também pode estar associada a dificuldades para engravidar, mas o diagnóstico não significa automaticamente infertilidade.


Tratamento deve considerar o momento de vida da mulher

Durante o CNN Sinais Vitais, o Prof. Sérgio reforçou que não existe uma única conduta para todas as pacientes. O tratamento considera os sintomas, a localização das lesões, as terapias anteriores e o desejo de engravidar.


Quando a prioridade é controlar a dor e não há intenção imediata de gestação, tratamentos hormonais podem bloquear a menstruação e reduzir a atividade da doença. Havendo indicação cirúrgica, a laparoscopia e a cirurgia robótica ampliam a visualização e favorecem uma atuação mais precisa.


O professor também abordou os cuidados após a cirurgia. Como focos microscópicos podem permanecer ativos, o acompanhamento médico segue essencial. Alimentação equilibrada, redução de alimentos ultraprocessados, atividade física adaptada e controle do estresse podem auxiliar no controle dos sintomas.


Informação ajuda a reduzir o atraso no diagnóstico

A participação do Prof. Dr. Sérgio Conti Ribeiro reforçou uma mensagem fundamental: dores incapacitantes não são uma parte inevitável da menstruação. Reconhecer os sinais, buscar avaliação especializada e definir uma abordagem individualizada são passos essenciais para preservar a qualidade de vida.


Ao levar o tema à televisão, o programa ampliou o acesso a informações confiáveis sobre uma doença frequente que ainda pode permanecer sem diagnóstico por muitos anos.


Acesse o programa na íntegra, neste link.



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