top of page
  • Facebook
  • Instagram

Prof. José Maria Soares Jr. participa de reportagem da CNN sobre menopausa e reposição hormonal

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

O Prof. José Maria Soares Jr., Professor Associado da Disciplina de Ginecologia do HC-FMUSP, participou do programa CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista, no dia 11 de julho de 2026, apresentado pelo cardiologista Dr. Roberto Kalil. Durante a entrevista, o especialista abordou a relação entre menopausa, terapia de reposição hormonal e risco cardiovascular.


Segundo o professor, a indicação da terapia hormonal deve ser realizada de maneira individualizada. Um dos principais elementos considerados nessa avaliação é o histórico cardiovascular da paciente, incluindo a ocorrência prévia de infarto, acidente vascular cerebral ou outras doenças importantes que afetem o coração e os vasos sanguíneos.

Mulheres que já apresentam doença cardiovascular estabelecida exigem maior cautela. Mesmo quando há redução dos níveis hormonais, a reposição de estrogênio pode ter efeito neutro ou desfavorável sobre artérias que já possuem placas de gordura ou algum grau de obstrução.


Por outro lado, mulheres com fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes ou colesterol elevado, mas que ainda não sofreram um evento cardiovascular, podem receber a terapia hormonal em determinadas condições. Entre os critérios analisados estão a idade e a chamada “janela de oportunidade”, especialmente quando a paciente tem menos de 60 anos e está próxima do início da menopausa.


Durante o CNN Sinais Vitais, o Prof. José Maria Soares Jr. também comentou que parte do receio relacionado à reposição hormonal surgiu a partir de estudos publicados no início dos anos 2000. Esses trabalhos apontaram aumento do risco cardiovascular, mas avaliaram principalmente mulheres mais velhas, o que influenciou a interpretação dos resultados.

Com a evolução das evidências científicas, a terapia hormonal deixou de ser tratada como uma conduta automaticamente contraindicada para todas as pacientes com fatores de risco. Atualmente, a decisão considera o perfil clínico de cada mulher, a forma de administração do tratamento e os resultados de exames complementares.


Entre os recursos utilizados para avaliar o risco cardiovascular estão o escore de cálcio coronariano, que identifica depósitos de cálcio nas artérias do coração, e o ultrassom das carótidas, que pode revelar a presença de placas de gordura nesses vasos.

O professor apresentou ainda uma possibilidade recente para ampliar essa avaliação: a utilização de informações obtidas na mamografia. Com o auxílio da inteligência artificial, estudos vêm analisando calcificações nas artérias mamárias e sua possível associação com o risco cardiovascular.


Como a mamografia já faz parte do acompanhamento periódico de muitas mulheres, a identificação dessas calcificações pode servir como um alerta para uma investigação mais detalhada da saúde do coração.


A participação do Prof. José Maria Soares Jr. no CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista reforçou que a terapia de reposição hormonal não deve seguir uma regra única. A idade, o histórico clínico, os fatores de risco e os exames de cada paciente precisam ser considerados para que o tratamento seja indicado de maneira segura e individualizada.



Comentários


bottom of page