Trauma na Mulher
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Para conferir a palestra na íntegra, com o Prof Dr Everson Artifon, clique aqui.
O atendimento ao trauma exige integração multidisciplinar, especialmente entre cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, urologia, anestesia e outras especialidades.
Todo profissional que atua em pronto-socorro deve estar preparado para iniciar o atendimento ao paciente traumatizado, mesmo antes da chegada do especialista.
No trauma da gestante, a prioridade inicial é estabilizar e tratar adequadamente a mãe, o que também representa a melhor estratégia para o feto.
A apresentação reforça a avaliação sistemática do trauma, com atenção especial ao controle precoce das hemorragias e à reavaliação contínua do paciente.
Casos clínicos demonstram a complexidade de traumas de alta energia, incluindo gestantes, puérperas e pacientes com graves lesões pélvicas, perineais, vaginais, urinárias e intestinais.
No trauma pélvico-perineal, o exame físico e ginecológico é fundamental; algumas lesões não serão identificadas apenas por exames de imagem.
O tratamento deve priorizar controle do sangramento, estabilização, controle da contaminação e, quando necessário, reconstrução em etapas, evitando prolongar excessivamente a cirurgia inicial.
O sucesso após um trauma grave não deve ser medido apenas pela sobrevivência: continência urinária e fecal, função sexual, fertilidade, imagem corporal, saúde mental, autonomia e qualidade de vida também fazem parte do desfecho.
A discussão posterior destaca também o impacto emocional desses atendimentos sobre médicos e residentes e a necessidade de preparar os profissionais para lidar com sofrimento e morte.
A formação médica prática, a presença do professor junto ao residente e o contato direto com pacientes foram defendidos como componentes essenciais do aprendizado.
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