Risco cardiovascular e terapia hormonal da menopausa: da advertência à confiança
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Para conferir a palestra na íntegra, com o Prof Dr Nilson Roberto de Melo, clique aqui.
A palestra aborda risco cardiovascular e terapia hormonal na menopausa, defendendo uma reavaliação das condutas após os desdobramentos do estudo WHI e da retirada do black box warning em 2025.
O expositor sustenta que a doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade feminina após os 50 anos, superando amplamente os riscos oncológicos mais temidos pelas pacientes.
Ele argumenta que a queda do estrogênio na menopausa acelera alterações como disfunção endotelial, resistência insulínica e piora metabólica, elevando o risco aterosclerótico.
O estudo WHI é apresentado como metodologicamente inadequado para generalizações, por ter incluído principalmente mulheres mais velhas, muitos anos após a menopausa, com maior chance de placas vasculares pré-existentes.
Segundo a palestra, isso gerou uma queda abrupta no uso da terapia hormonal no mundo, com aumento de sintomas, perda de qualidade de vida e possível impacto negativo sobre desfechos de saúde feminina.
O conceito central defendido é a janela de oportunidade, especialmente nos primeiros 10 anos após a menopausa, período em que a terapia tenderia a oferecer melhor perfil de benefício e segurança.
A fala também diferencia vias e formulações: em situações de maior risco metabólico ou trombótico, a via transdérmica é apontada como preferível; para proteção endometrial, há valorização da progesterona natural/micronizada.
Destaque à retirada do black box warning pelo FDA em 10 de novembro de 2025 como marco regulatório relevante para restaurar confiança clínica na terapia hormonal bem indicada.
Para conferir a palestra na íntegra, clique aqui.





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