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Uso e abuso da dosagem de HAM

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Para conferir a palestra na íntegra, com o Prof. Dr. Gustavo Arantes Rosa Maciel, clique aqui.


  • O hormônio anti-mülleriano (AMH) é um marcador consolidado de reserva ovariana, com forte correlação com a contagem de folículos antrais, e também auxilia na previsão da resposta ao estímulo ovariano.

  • Seu principal limite é que ele mede quantidade, não qualidade dos óvulos. Uma dosagem isolada também não mostra a velocidade de declínio da reserva e pode criar falsa segurança ou preocupação excessiva.

  • No congelamento de óvulos, o AMH pode ajudar no planejamento, mas não deve sozinho determinar a indicação. A idade continua sendo um fator central; a associação idade + AMH melhora a capacidade de prever a quantidade de óvulos obtidos.

  • Na SOP, o AMH ganhou espaço como ferramenta auxiliar, inclusive como possível alternativa ao ultrassom em determinados cenários, mas ainda há dificuldade em estabelecer um valor de corte confiável. A avaliação clínica continua fundamental.

  • Valores persistentemente baixos de AMH podem ter relação com menor chance de concepção natural; na apresentação foi discutido um estudo com 3.150 mulheres apontando redução aproximada de 20% nesse grupo.

  • Surgem novos usos em oncologia, como avaliação da recuperação da função ovariana após tratamentos gonadotóxicos e possível auxílio na individualização do tratamento de pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo.

  • Anticoncepcionais podem reduzir temporariamente os níveis medidos de AMH, sem significar necessariamente perda real de reserva ovariana.

  • Um dos grandes problemas atuais é a falta de padronização entre métodos e laboratórios. Resultados obtidos por diferentes ensaios podem não ser diretamente comparáveis.

  • A mensagem central da aula é de prudência: pedir o exame quando houver uma pergunta clínica concreta e interpretar o resultado dentro do contexto da paciente, evitando o uso como rastreamento indiscriminado.


Para conferir a palestra na íntegra, clique aqui.

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